quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Sobre essa incerteza




Esse vazio que você completa, essa ferida que você cura, esse amor que me dá me faz bem, feliz... Me faz também dependente, dos teus analgésicos... Do meu ópio que agora é o seu amor. Esse afago d'alma esse frescor tão seu me faz leve. Me faz amor, me faz torpor. 
Enfraqueço, me perco quando não está. Quando a alma estás a duvidar. Quando não mais amar, amor... Quando não mais certeza. Dói, e doerá.
Posso ser exagero, posso ser tempestade em copo d'água,  posso ser brisa leve em fim de tarde. Mas também posso ser o amor da sua vida. Volte e olhe novamente. Olhe para esses olhos que agora te pertencem. Veja um futuro distante e incerto. Mais agora olhe mais uma vez e veja que aqui estou eu, no aqui e agora. Sem erros no passado, sem querer errar e antecipar o futuro, querendo apenas o aqui e agora contigo. Querendo sua mão sobre a minha. Querendo apenas, sentar ao teu lado e assistir a vida passar, assistir a gente passar pela vida e ultrapassá-la. Querido, apenas olhe a vista e não a deixe passar. Me pegue pela mão e vamos observar o mundo girar e o nosso amor se perpetuar para a gente poder não mais duvidar. 


Jéssica Carvalho.

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