Tornei-me seca sabe, mais ainda tenho a doçura, porque mesmo
com os arranhões da alma aprendi a florescer e crescer, aprender com as
dores... Viver, ver, e realmente aprender com as coisas. E que bom que aprendi!
Só é uma pena que uma parte minha sempre morra com as
decepções, muitas vezes meche com minha criatividade e com meu poder de
escrever e colocar as coisas belas (ou não) em palavras. Digo isso porque com o
seu adeus, a menina dos textos bobos e apaixonados, morreu um pouco. Sei lá, é incrível
como me sentia tão incrível ao escrever aqueles textos enormes, poéticos,
angustiados e mesmo assim felizes para você. Sabe sinto falta da facilidade que
era colocar esses sentimentos em palavras, fluía tudo tão bem, certo, sincero e
fluía. Engraçado que não importa o quando eu tente, parece que nada está bom,
não como costumava ser, não sei, parece que eu preciso estar encharcada de
sentimentos gostosos para poder escrever. Foi o que você me tirou quando se
foi, com aquele adeus, que mais pareceu um até logo, mais não foi. (suspiros)
Acho que estou retomando parte do que se foi, tomara que eu
retome logo, que os sentimentos bons me encharquem e me tragam de volta o que acho mais bonito ao escrever, a verdade e a facilidade de colocar em letras
e frases o que a alma fala.
(É bom lembrar... As vezes dói mais é bom lembrar, ainda guardo todos os textos aqui comigo,
talvez um dia escreva um livro – Foi o que você disse ao ler o meu primeiro
texto – “você deveria escrever um livro”. Risos... Talvez eu escreva).
Jessica Carvalho
