quarta-feira, 25 de maio de 2011

Às vezes é preciso tirar a armadura.


Às vezes é preciso dizer, se expor, deixar o peito aberto, sei que assim ficamos mais frágeis, mas também sei que é horrível deixar de dizer o que se quer, por vergonha, por medo... Já sofri muito tempo calada por não ter coragem de falar de sentimentos, mais propriamente meus sentimentos.
Sabe que fingir não se importar é sempre uma bela armadura, contra os arranhões que as paixões podem deixar, mas também é uma forma de sofrer lentamente, sem saber se poderia dar certo, ou se a pessoa em questão gostaria de ouvir sobre seus sentimentos. Se você não disser nunca saberá essas respostas.
Sei que é difícil falar de sentimentos, é difícil abrir o coração, mas também sei que viemos para esse mundo para dar a cara à tapa, para explorar possibilidades... Ganhar e perder faz parte do mesmo jogo, então é melhor jogar e perder, do que se ausentar e perder por W.O e ficar com duvida se poderia ter ganhado.
Então, explore, diga, sinta e viva intensamente, para não se arrepender de não ter explorado, por não ter arriscado mais, e dito o que tinha a dizer.

(PS: Eu finalmente falei para certa pessoa de meus sentimentos, e isso foi libertador.)

Jéssica Carvalho.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Se for assim, não quero “amar”...

Para amar alguém você tem que deixar de ser quem és?! Tens que mudar algo em você?!

Acho que tens que ser como és, sem tirar nem por, tens que se mostrar na sua mais real sutileza, leveza... A veracidade da sua personalidade dirá quem és, e dirá se alguém poderá te amar assim mesmo. Saberá se o amor é verdadeiro, se te amam por quem tu és e não por quem tu projetas ser.
Já dizia Marilyn Monroe: “Se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor.”
Quem te amar verdadeiramente, saberá suportar o que de pior você poderá ter, pois saberá que tens isso de ruim, mas também tens em dobro, tudo o que de melhor ele admira em ti. Não estou dizendo que em relacionamentos não se pode aprender, mudar para melhor, deixar defeitos para trás... Apenas estou dizendo que não tens que abandonar a sua essência, para alguém te amar... E sim, a pessoa tem que amar a sua essência. Isso sim é amar.

A maior prova de amor que alguém poderá te dar, é te amar mesmo quando não és merecedor de amor algum. 

Jéssica Carvalho.

domingo, 8 de maio de 2011

Entrelinhas

  
  O amor mora nas entrelinhas. No bom dia carinhoso, no almoço de domingo.
Nas horas em silêncio, na falta de constrangimento. Mora no querer bem, no compartilhar.
Na vida a dois. No barulhinho gostoso da chuva e naquela risada gostosa que só de ouvir dá vontade de viver!
Também nos sonhos guardados, segredinhos de criança, bobagens compartilhadas e todas aquelas histórias loucas que a gente inventa quando está bem a vontade com quem amamos.
O amor está logo ali, debruçado sobre a janela acenando pra quem passa debaixo, assobiando para as moças belas.
Amor é colo de mãe, beijo molhado de tia, carinho de avó, delicadeza de amigo, serenata de namorado!
E amar é sentir, permitir, se entregar, viver, sofrer e morrer - caso for preciso.

Isa Mariah 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Longe dos olhos, mas dentro do coração...


Um amor quase que abstrato, sem toques, sem beijos, sem olhares, e sem palavras para descrever como ocorre isso. Penso que as melhores coisas da vida não se descrevem com palavras, talvez essa seja uma delas.

Um amor que cresce sem ser cultivado. Sabe é como uma flor que cresce num deserto, onde não há ninguém para regá-la, mas mesmo assim ela continua florindo e arrumando meios de continuar viva.
Já me disseram, isso é impossível...
Mas como diz o Charlie Brown Jr: “O impossível é só questão de opinião...”
E o impossível não faz parte do vocabulário de quem sente, acredita, e de quem vive o que eu estou dizendo.
Esse sentimento talvez primitivo, mas com certeza metafísico, existe sim, só que é raro de ver, de se viver, pois o ser humano é preocupado demais com os porquês, e com a exatidão das coisas... Por isso é tão difícil alguém crer em algo que não se sabe o porquê, em algo que não é exato e nem há certeza da veracidade dos fatos.
Com essa retórica talvez não convença ninguém, mas posso afirmar que quem sente ou já sentiu o que eu estou falando, vai concordar e ver a veracidade nestes fatos.

Jéssica Carvalho.