sábado, 26 de novembro de 2011

Coisas que não sairão daqui...

Os dias, noites de conversas repetitivas e mesmo assim contagiantes, as perguntas feitas para novas descobertas, dias em crise por estar longe, os dias de alegria por se sentir mais perto. As palavras de afeto, as brigas por bobagem, ver seu sorriso lindo (mesmo você o achando feio) e ver seus olhos, esses olhos que não esqueço nunca mais.
As risadas geralmente protagonizadas por mim, o sorriso acanhado protagonizado por você. A infinidade de palavras que cabiam no meu peito para descrever cada coisa boa que fez por mim. O turbilhão de sentimentos que couberam em 1 ano 2 meses e alguns dias. Couberam também, muitas palavras exageradas, muitas verdades compartilhadas e muitos sentimentos divididos. Sem esquecer dos beijos desajeitados, das ligações “manhosas” de madrugada, e as mensagens de bom dia, boa tarde e boa noite. Também tem as coisas que só nós sabemos... E que eu não divido com mais ninguém.
Os sonhos, planos, aflições e medos, compartilhados todo esse tempo. Dias bons e ruins sempre ali juntos, do nosso jeito.
Talvez um erro meu, colocar tanta “fé” em uma coisa assim ou talvez não, vivo tudo com intensidade e isso não seria diferente. Mas agora não importa mais!


O que importa é que são as coisas que ficarão aqui, para todo o sempre. Felizmente ou infelizmente.





Ah tão fácil lembrar, difícil esquecer.


Jéssica Carvalho.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Devaneio que é sentir.



Amar pessoas que estão longe fisicamente, sempre é um desafio quando se sente mais saudade do que o suportável “racionalmente”. É uma mistura de enorme saudade, sentimentos confusos, realidade e fantasia, memórias e dejavus... Tentar explicar isso é divagar por um lugar utópico.
Isso me lembrou um trecho de um livro de Caio F. que diz:
“Muito de loucura mansa, ao querer desesperadamente dar forma através de palavras a algo que só existe, sem face nem nome, nessa região longínqua do cérebro onde a fantasia cruza com a memória e a intuição cega...”
Alguns sentimentos são incompreensíveis, e tentar descrevê-los é mesmo como “loucura mansa”.
E pergunto-me se é possível sentir saudade do que nunca se viu ou viveu? Cada vez mais me convenço que sim, é possível. Mesmo parecendo e cheirando à loucura. Ahh... Os sentimentos humanos são tão cheios de peripécias, nem sempre o que se sente fará sentido.  Então me perco em devaneios, delírios cantados, escritos e ditos por mim, para adoçar mais a real saudade, fazendo assim com que ela não seja tão nociva a minha vida.
E perco-me, porque às vezes a loucura é mais gostosa que a realidade.




Jessica Carvalho.