Eu ainda acredito num futuro mais bonito, que o novo é bem-vindo.
E o amor é infinito. Eu ainda acredito que nem tudo está perdido, que o sorriso é sagrado, e aqui é o paraíso, e que tudo estava errado sobre o dia do juízo.
Eu ainda acredito no carinho invés do grito. Na doçura dos meninos que no fundo todos somos. Eu ainda acredito nos heróis adormecidos. Nessa força que revolta e nos faz ficar erguidos cada vez que nos sentimos derrotados e punidos.
Eu ainda acredito que depois da tempestade, vem sempre a calmaria.
E consigo a liberdade.
Eu ainda acredito em objetos luminosos, que há vida no universo, outras luas, outros povos, eu ainda acredito. Eu ainda acredito nas florestas e nos índios. Na bravura das leoas, e na alegria dos golfinhos no vôo dos tucanos. Eu ainda acredito no canto das baleias alegrando os oceanos.
Eu ainda acredito na verdade e na vida, como o som de uma rima. E em tudo que é belo e em tudo que é nobre. Como as cores do arco-íris quando a chuva se descobre e agradece iluminada pelo sol de ouro e cobre. Sei, talvez eu seja visto como ingênuo ou demagogo, inocente ou pervertido. Um hipócrita, um louco.
No entanto eu insisto nesta chama que consome, eu ainda acredito
porque sofro com a fome, porque ainda sou um homem.
Jorge Vercilo

Nenhum comentário:
Postar um comentário